sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sozinho não é o caminho...


Deus sabe o que faz. Não é possível que Deus não estivesse olhando para seus filhos e filhos cristãos católicos apostólicos romanos espalhados pelo mundo. Ele sabe que estes são pecadores, mas conclamados pela Palavra, buscam ser santos.

O papa Francisco, ponto de unidade desta nossa igreja católica apostólica romana, o vigário de Cristo; bispo de Roma, como gosta de ser chamado, tem demonstrado de forma muito evidente que ama esta igreja pecadora e santa. E para demonstrar seu imenso amor por ela não tem medido esforços em todos os sentidos para colocar seu amor em prática, mesmo que isto lhe custe vaias, críticas, animosidades e qualquer ordem de resistências.

Mas como parte da tríade estratégica do amor de Deus, Francisco está desempenhando muito bem a sua parte. Pois como eu disse: Deus jamais deixaria de olhar para seus filhos e filhas cristãos católicos romanos espalhados pelo mundo, pois não desconsideraria o trabalho de tantos mártires e arautos ao longo da história que, pelo amor à evangelização e à causa do Reino, geraram tantos católicos, principalmente, num país de dimensões continentais como o Brasil.

Mas há evangelizações e há evangelizações... Há evangelizações que têm como objetivo anunciar o Amor de Deus aos homens e, com o único e exclusivo propósito de anunciar-lhes a salvação. Mas, infelizmente, há evangelizações (se é que assim as podemos chamar), pois que têm o único e explícito propósito de atacar o catolicismo...

Mas Deus ama a todos, isso é fato! Também nós devemos amar a todos. Isso também é fato! E foi pensando justamente neste amor gratuito que Deus nos ensina e nos faz por primeiro, que eu pude perceber a beleza desse amor divino, singularmente voltado para nós católicos apostólicos romanos nas últimas décadas...

Primeiramente a igreja precisava se reunir para tomar uma direção definitiva e plenamente sob a vontade de Deus. Então Deus nos preparou o Concílio Vaticano II.

Depois, Deus precisava de um papa que justamente fizesse isso: reunisse a igreja em assembléia, com o sentido único de congregar, unir, solidária e fraternalmente para que a comunhão com a Trindade Santa continuasse perfeita, sem máculas. Pois Cristo precisava da multidão ao seu entorno para operar o milagre dos milagres.

Abriu-se, então, o primeiro selo: Deus nos enviou João Paulo II, um papa que cumpriu o seu apostolado, sem dúvida, muito bem sucedido na missão de congregar, de trazer muitos para a grande roda eclesial. Uma roda que mostrasse a grandeza incomensurável da presença católica no mundo. E cumpriu este papel, incansavelmente! Trabalhou até o último instante, encerrando com o “dar a vida” a causa que abraçou. Ao que, de fato, só poderia ser conclamado santo de Deus!

Mas depois da roda das multidões, depois de ter as pessoas mais próximas, conglomeradas enquanto igreja, numa unidade perfeita, com respeito às diferenças e às singularidades com todos os seus dons e carismas, agora era necessário saber para quê viemos...

Então Deus nos deu a abertura do segundo selo da tríade estratégica do seu amor: enviou-nos o papa Bento XVI.

Bento XVI veio para nos dizer que o que iríamos fazer seriam necessários embasamento e sustentação co-responsáveis. Era necessário saber, tendo como suporte uma autêntica formação. E a Palavra era a nossa fonte de informação para essa nossa formação.

Nós estávamos todos juntos, unidos, em comunhão e agora víamos que o “para quê viemos” era para nos abastecer e nos preparar para a grande missão que estava por vir.

Mas assim como faz o professor, ou seja, além de ensinar permanece para dar suporte, caso haja dúvidas, Bento XVI assim o fez como vontade de Deus: preparou a igreja formando-a com a Palavra, sustentado pela autêntica fé, dando, também, ao seu modo, a própria vida em “sair da linha de frente” por amor.

Mas assim como o professor que permanece para o suporte e reciclagem, caso sejam necessários, ele está lá à disposição para tirar as dúvidas, caso houver, daqueles que, recém formados, pela forja da Palavra aguardam para saber por que vieram...

Finalmente, então, depois de reunidos, todos, pelo mesmo batismo, congregados por João Paulo II, depois, formados por Bento XVI, foi aberto o terceiro selo da tríade estratégica do amor de Deus: o bispo de Roma, o papa Francisco.

Francisco veio para dizer: “agora que todos estão aqui reunidos e congregados com Jesus no meio, formados que estão pela Palavra, então que sejamos missionários e vamos sair em missão! Vamos trabalhar na Vinha do Senhor!”

Sim, papa Francisco, vamos trabalhar na vinha do Senhor. Vamos viver a nossa ministerialidade; vamos deixar exalar o nosso cheiro de ovelha; vamos mostrar que sabemos ser sacudidos; e que a caixa de marimbondos parecia quentinha, aconchegante, mas quando cutucada, mostra agora o que faz aqueles moradores aparentemente pacatos...

Um dia soubemos que não deveríamos ter medo... Depois, soubemos que deveríamos sair em busca de águas mais profundas... Agora o nosso destino é a missão! Alçar vôo! Não com asas de Ícaro, mas alados pela Palavra de Deus.

E que as primeiras comunidades cristãs nos sejam a nossa mais urgente inspiração! E interagidos ao entorno do Corpo Místico de Cristo, que possamos anunciar ao mundo a Boa Nova do Senhor para a maior Glória de Deus Pai...

Mas... Dois a dois, porque “sozinho não é o caminho...”


Amém.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O bem gera o bem




Que há perseguições, vinganças injustas, falsidades... ao nosso redor, isso o sabemos, mas a Graça, ao contrário de tudo isso, é muito mais abundante!

E é da Graça de Deus que, agora aqui, eu quero falar...

Diz-se que Deus escreve certo por linhas tortas... , eu me sinto na obrigação de testemunhar a experiência de Paraíso que vivi neste final de semana, dia dos pais...

Mas foi no sábado, dia 9 que a provação veio bater à porta de meu ministério para sondar-me de como eu iria proceder...

Eu estava na capela nossa Senhora da Assunção e já havia iniciado a missa das 18h00. Tudo prosseguia aparentemente normal, até o momento em que iniciei a homilia... Não tinha dito nem 10 ou 20 palavras e uma senhora se levantou do lugar onde estava e, pelo corredor lateral foi até o fundo da capela. Mas, em seguida, voltou... Parou um pouco, deu a meia volta e novamente foi em direção ao fundo da igreja.

Parei de falar, chamei a senhora que me parecia muito desesperada e lhe perguntei sobre o que estava acontecendo e se precisava de ajuda.

Ela me disse que sim. Estava apreensiva; se lembrara que havia deixado o forno aceso na cozinha de casa, onde teria deixado assando um bolo... e que dada a hora sua casa corria o risco de incêndio. E me pediu para que a ajudasse com um telefone...

Eu pedi aos fiéis se alguém poderia ajudá-la. Imediatamente o clima solidário tomou conta do ambiente e dois aparelhos surgiram, e a senhora saiu até a calçada para fazer a ligação para o marido, pedindo-lhe que fosse até a casa para ver o que estava acontecendo...

Terminado o impasse, quando tudo se resolveu, prossegui com a pregação.

No dia seguinte, domingo, quando eu havia chegado em casa, depois de ter celebrado a missa das 19h00 na Matriz, fiquei sabendo que um sofá que fora colocado por alguém sobre a calçada da capela da Assunção, pegou fogo por conta de um ato de vandalismo: alguém lhe ateou fogo, e o incêndio se alastrou pela pintura externa da igreja, subindo pela parede e quase tomando conta do ambiente interno também.

Como a janela que estava sobre o sofá estava aberta, as chamas, que já estavam reforçadas pela tinta da parede, foram entrando para o lado de dentro. Os vidros se quebraram, e as labaredas tinham todo o calor necessário para começar a derreter o forro interno de PVC que, respingando sobre os bancos de madeira, o inevitável incêndio certamente iria acontecer.

Mas o Senhor, mais uma vez, foi bom...

Deus não deixou que o pior acontecesse. Lembrou-se na sua justiça que eu, seu filho padre, responsável por aquela comunidade, havia ajudado a evitar um incêndio, na tarde anterior, numa casa de família.

Diante disso, enviou seus anjos para que pudessem apagar o fogo que me rondava... e o milagre aconteceu.

Eu me pergunto se tivesse sido diferente a tarde anterior... Se, ao contrário, eu tivesse me indisposto com aquela senhora que aparentemente estaria atrapalhando minha pregação?

Por que motivo os anjos do céu teriam ido ao meu socorro no dia seguinte para me ajudar, se eu tivesse sido insensível ao desespero daquela mulher que tendo esquecido o forno aceso, colocava em risco sua própria casa a ponto de incendiá-la?

Mas enquanto eu ajudava a impedir que uma casa de família se incendiasse, o Senhor Deus fazia o mesmo por mim, e não permitiu que a minha casa se queimasse. É o bem que tem como recompensa o bem.
 
Por isso, obrigado, Senhor Deus! Eu sinto sua presença me guiando, me orientando, me formando e me educando. Que eu jamais seja insensível à vossa Graça e Unção que sempre recaem sobre mim.

Como tenho tanto para vos agradecer!

Que eu sempre continue atento aos vossos sinais. Que eu os consiga perceber à distância, e que Maria Santíssima, nossa Senhora da Assunção, não retire jamais de mim seu materno e doce manto de amor.

Nossa Senhora da Assunção!

Rogai por nós!